[…] Juntando forças para poder falar…Que eu volto …é só você sorrir.
Sexta-feira, finalmente! Me chamaram para uma festa, diziam que seria “a festa do ano” não pude recusar. Então lá pelas 19h eu comecei a me arrumar, já que Karina viria me buscar 21h. Tomei um belo banho de 20 minutos, como sempre faço e fui direto para meu quarto. Não sei se eu estava com frio por sair do banho naquela hora ou se tinha esfriado mesmo. Pois bem, abri meu guarda roupa e comecei a olhar cada peça com cuidado. Tantas roupas, tantas cores, tantas combinações e só uma festa, aliás, depois de anos. Talvez aquele vestido verde? Sempre caiu bem em mim, mas era a sua cor favorita e a cor de seus olhos, então melhor não. Que tal, a blusinha azul com a saia preta? Ficaria perfeito, mas eu usei isso no nosso primeiro encontro, então melhor não. Então o vestido vermelho? Não tem coisa mais linda, mas eu iria usar no nosso, aniversário de namoro, então deixa pra lá. E agora? Que roupa eu vou? Vou acabar chegando atrasada, que raiva, culpa dele! Okey, vou com essa saia prata e uma blusinha nova da minha mãe. Não está muito bonito, mas dá pro gasto. Karina já está me esperando, então vamos lá! Chegando lá olho aquela casa, um tom bem leve de laranja, igual a casa dele. Fiquei olhando uns 5 minutos até Fernando, meu amigo, chegar e me cumprimentar, me abraçou e disse que estava surpreso em me ver fora de casa, é, eu não saia muito depois dele me deixar. Quando entrei naquela casa, tinha mais gente do que eu esperava, mas nenhum sinal dele, um alívio. Fui para a sala, onde estava a maior parte das pessoas, quando olhei para o lado, Karina se jogando no colo do Fernando, isso já era de se esperar, pelo menos ela estava se divertindo. E era isso que eu vim fazer, então fui para a cozinha, aproveitar e pegar uma bebida. Me dirigi para o balcão, onde estava a vodka, e era a preferida dele. Quando fui pegar um copo, alguém colocou a mão na frente, e eu conhecia aquela mão. Era dele, certeza disso! Respirei fundo e olhei para cima, e era ele mesmo, aqueles olhos verdes, me fazendo perder os sentidos como sempre. Sem jeito eu disse “Oi”, bem seco fingindo não se importar com a presença dele. Mas no fundo eu estava morrendo de vontade de abraça-lo. Ele sorriu e disse “Oi amor”. Fiquei olhando para o rosto dele, amor? Amor? Como assim? Eu? Mas fiquei quieta e praticamente virei as costas pra ele. Tentei sair na verdade, pois ele segurou minha mão e me disse para esperar. Meu coração já estava gritando para eu ficar, para eu pular nos braços dele, dizer que estou com saudade mas fiquei repetindo na minha cabeça “eu não vou, não vou me virar, não vou olhar naqueles olhos verdes de novo, de novo não, não e não”. Mas não pude segurar meu coração, quando percebi já estava olhando para ele novamente. Tomei coragem pra falar “eu não posso Leo…” nem me deixou terminar a frase e me beijou. E o que eu poderia fazer? Mesmo eu negando, eu queria isso, queria ele de novo.





